2019 – Ainda bem que tivemos a TV

Acho que 2019 foi um ano difícil para todos nós. Ainda bem que tivemos a TV para nos divertir e encarar a realidade. Obviamente, eu não vi todas as quase um milhão de séries que passaram nos canais e nos serviços de streaming, mas consegui ver coisa o suficiente para fazer uma lista digna de 10 séries que valeram a pena esse ano. Muita coisa vai ficar de fora. Muita coisa boa (talvez eu faça uma menção honrosa no final, vou decidir).

Mas antes eu preciso falar mal de Game of Thrones. A expectativa era alta para a última temporada da série que fez com que o mundo voltasse a ver série com horário marcado. Todo episódio era um evento. E foi a maior decepção do ano. O final foi inacreditavelmente ruim. Outra grande decepção foi a segunda temporada de Big Little Lies, a coisa mais inútil e desnecessária do ano. Nem a Meryl Streep salvou esse mico. Então, lá vai minha lista de melhores do ano.

10. EUPHORIA (HBO)

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Um retrato fiel da geração Z e sua relação com o amor, a família, a sexualidade e os amigos. É tudo colorido e ao mesmo tempo escuro. É tudo triste, mas pode acabar em um clipe musical vibrante. É o melhor elenco jovem do ano. É Zendaya totalmente entregue à sua personagem. Vejam!

9. BOJACK HORSEMAN (Netflix)

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A Netflix continuou fazendo 200.000 séries novas e continuou acertando em menos de 1% delas. Esse ano, ela trouxe a primeira parte da sexta e última temporada de BoJack Horseman, que continua sendo a melhor produção deles. O desenho acerta ao falar de temas difíceis com o humor negro na medida certa sempre. A comédia mais triste que você vai ver e a produção mais regular da Netflix. E, sim, é um desenho animado protagonizado por um cavalo.

8. THE MARVELOUS MRS. MAISEL (Prime Video)

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The Marvelous Mrs. Maisel estreou sua terceira temporada e continua sendo uma das séries mais divertidas da atualidade. O climinha anos 50 ganhou ainda mais vida com a turnê da Midge com o cantor Shy Baldwin pelos EUA. Quem ganha destaque também nessa temporada é a Susie, a agente, que tem as melhores piadas deste ano. Uma delícia de assistir.

7. RUSSIAN DOLL (Netflix)

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Boa estreia da Netflix deste ano, a série traz a Natasha Lyonne (de Orange is the New Black) como uma mulher que morre e revive a noite do seu aniversário de 36 anos sem parar. A série começa bem cômica, mas vai ganhando tons dramáticos e é muito bem escrita. Não precisava, mas parece que vai ter uma segunda temporada. Produzida pela Amy Poehler, a série faz uma releitura do conceito do filme Feitiço do Tempo sem parecer uma cópia dele. Fora que somos todos a favor de séries como episódios de meia hora, né?!

6. SUCCESSION (HBO)

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Passei batido pela primeira temporada dessa série, mas não resisti aos comentários positivos da segunda. A saga da família Roy, dona de um bilionário império midiático, na busca do sucessor do patriarca (o ótimo Brian Cox) promove situações engraçadas, tristes e bizarras. São os piores personagens do ano (no bom sentido). O final da temporada é arrebatador.

5. OLHOS QUE CONDENAM (Netflix)

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Essa minissérie foi a coisa mais difícil que eu vi em 2019. Cinco jovens negros acusados de violentar uma jovem branca no Central Park nos anos 80 são levados a confessar o crime depois de sofrerem nas mãos de policiais e procuradores que querem achar um culpado. É duro acompanhar o desenrolar do caso, o quanto esses meninos sofreram na mão do sistema jurídico e da polícia de Nova York, a perda da infância, dos sonhos de adolescência, tudo isso por estarem na hora e no lugar errado (e por serem negros). O último episódio é talvez a melhor hora e meia da televisão em 2019.

4. THE DEUCE (HBO)

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A série leva a crescente indústria da pornografia para os anos 80 mostrando uma Nova York ainda mais perigosa e assombrada com o fantasma da AIDS. David Simon e George Pelecanos encerram o ciclo dos personagens da série de forma dolorosa e, muitas vezes, inesperada. Fechou com chave de ouro uma das melhores produções da década.

3. CHERNOBYL (HBO)

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A minissérie, baseada no acidente nuclear que aconteceu na Rússia nos anos 80, acertou na recriação da época, assustou geral com as consequências da exposição à radiação, mostrou as táticas do governo russo para esconder os efeitos e ganhou um monte de prêmio e indicação a prêmios por aí. Tudo funciona perfeitamente. Obra prima!

2. WATCHMEN (HBO)

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Damon Lindelof, a mente por trás de The Leftovers, resolveu revisitar a clássica HQ do Alan Moore e do Dave Gibbons e fez uma sequência muito digna de Watchmen. Mexendo com temas importantes e abusando do surreal, a série conseguiu trazer de volta os personagens da HQ, sem alterar o material original, e foi bizarra e empolgante na medida certa. Outra obra prima.

1. FLEABAG (Prime Video)

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Fleabag estreou em 2016 e ninguém deu muita bola pra ela. Em 2019, a segunda temporada foi tão aclamada que é impossível não ver a série nas listas de melhores do ano. Se vocês me perguntarem qual série tem uma temporada sem defeito nenhum, eu posso responder sem pestanejar que Fleabag é uma delas. Melancólica, triste e engraçada na medida certa abusando com louvor da quarta parede. O mundo agora conhece Phoebe Waller-Bridge e sua Fleabag…

Menções honrosas:

The Mandalorian (Disney+): Baby Yoda e o melhor Star Wars do ano (pegou essa, JJ?)

Evil (Globoplay): a única coisa digna da TV aberta americana. Dos criadores de The Good Wife e The Good Fight.

Barry (HBO): a segunda temporada perde para a surpresa que foi a primeira, mas continua uma boa comédia. Um dos episódios dessa temporada é sensacional.

Veep (HBO): nos despedimos de Selina Meyer sem o alarde que a série merecia. O último ano não foi de longe o melhor da série, mas como ela vai fazer falta!

Sex Education (Netflix): boa surpresa. Uma série teen digna e relevante.

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Feliz 2020 para todo mundo!

PS: Ainda vou fazer o top 10 da década (sim, a década não acaba agora, mas é mais divertido acabar agora então ela sim acaba agora).

 

2018 – O ano que teima em não acabar

Ainda bem que temos a TV para nos salvar de todo o mal do mundo…

2018 foi um ano bacana! Foi um ano de marcos e de episódios inesquecíveis. Foi o ano em que me despedi de uma das séries mais importantes da minha vida televisiva (estou bem dramático, aguardem). Foi o ano em que a gente viu ainda mais TV em lugares antes inimagináveis (teve série no YouTube e até no Facebook).

Vou falar dos meus destaques e a lista com as 10 melhores séries do ano tá no final do texto.

Quem me acompanha por aí sabe o quanto eu gostei de The Americans desde o começo. A expectativa para esse ano era grande. Era o final da série. O último episódio. O destino final de Elizabeth (Keri Russell) e Philip (Matthew Rhys). E a série não decepcionou. Denso, melancólico, sombrio, dramático e sóbrio, o final da série acertou no tom, arrancou as melhores atuações dos seus protagonistas e foi digno de um dos melhores dramas da história da TV mundial. Falo mais sobre esse episódio aqui ó.

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Foi o ano também de Donald Glover e suas várias facetas. Fez sucesso com o clipe de This Is America (do seu alter ego musical Childish Gambino) e estreou a segunda temporada da sua série para o FX, Atlanta. A primeira temporada já mostrava que não era uma série qualquer e foi ovacionada em 2016, quando estreou. Em 2018, fez uma segunda temporada ainda mais surpreendente. Com histórias mais ou menos soltas, dando um enfoque maior no seu elenco de apoio e baseada em um tema recorrente (a série ganhou o subtítulo de Robbin’ Season em referência ao período do ano em Atlanta quando acontece o maior número de roubos e assaltos na cidade), a temporada nos deu uma seleção de episódios bizarros, emocionantes e engraçados que tratam de temas forte a partir de situações bocós do cotidiano dos personagens. “Teddy Perkins”, sexto episódio da temporada, deu mais medo que metade dos filmes de terror do ano.

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A grande surpresa do ano veio da BBC America que estreou a melhor série nova do ano. Killing Eve foi, como diz um grande amigo meu, chiquérrima. A série tem Sandra Oh, a eterna Dra. Yang de Grey’s Anatomy, merecendo várias indicações a vários prêmios, e a revelação Jodie Comer em um dos melhores personagens do ano, Villanelle, a assassina fashionista e sem sentimentos. A série viaja pelo mundo, tem humor, tem aquele climinha de espionagem que todos nós curtimos. Corre pra ver, tá na Globoplay.

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A HBO não admite ter sua hegemonia de séries boas roubadas e lançou uma penca de séries esse ano. Algumas, péssimas, como a segunda temporada de Westworld, que foi o melhor sonífero de 2018. Como vocês podem cogitar gostar daquilo? Não consegui passar do quarto episódio. Segunda temporada boa mesmo foi The Deuce. Do criador de The Wire, a segunda temporada trouxe todos os personagens de volta em histórias muito bem escritas (como sempre) e com aquelas reviravoltas a la David Simon que a gente não entende como aconteceu, mas aplaude porque é tudo muito bem feito, muito bem dirigido, muito bem atuado (o que é Maggie Gyllenhaal?). Pena que a próxima temporada vai ser a última (mas, ao mesmo tempo, adoro gente que sabe parar na hora certa).

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Nas séries novas do canal, dois destaques. O primeiro, Barry, trouxe a história do assassino de aluguel que decide largar tudo para ser ator. Com muito humor negro, a série trouxe não só a melhor atuação da vida do Bill Hader, como uma seleção de personagens impagáveis e histórias que você até se sente mal de dar risadas (e foram muitas nessa série). Outro destaque é a adaptação (polêmica) dos romances napolitanos da escritora Elena Ferrante. A Amiga Genial recria com um visual sensacional o primeiro dos quatro volumes que contam a história das amigas Lenu e Lila em uma Nápoles dominada pelo machismo e violência. Tudo funcionou na adaptação: foi fiel ao livro, os atores são ótimos e a trilha sonora é de cair o queixo.

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Outro adaptação literária bacana do canal foi a minissérie Sharp Objects, baseada no livro da autora de Garota Exemplar. Uma série da alto nível com atuações impecáveis da Amy Adams (incrível), Patricia Clarkson e da novata Eliza Scanlen. O final perturbador ainda dá calafrios até hoje.

2018 continuou dominado pelos streamings. A Netflix lançou mais ou menos 2,5 milhões de séries esse ano, mas, de novo, foi preciso peneirar muito para encontrar alguma coisa que valesse o tempo. Teve o fenômeno La Casa de Papel que dominou 95% das conversas sobre TV do ano e virou meme e fantasia de Carnaval. A série prende a gente de uma forma que até dá raiva porque, no final das contas, nem era boa e só fez a gente se enturmar com a galera que pirou.

A surpresa do ano, para mim, foi A Maldição da Residência Hill. Pensa comigo, leitor, uma série de terror da Netflix não tinha a menor possibilidade de ser boa, não é?! Engano nosso. Uma mistura de drama familiar com casa mal assombrada, a série teve personagens cativantes, fantasmas escondidos e alguns sustos. Valeu. Mas o que valeu mesmo foi a quinta temporada de BoJack Horseman, a melhor série da história da Netflix. Ela continuou engraçada e triste ao mesmo tempo dando até mais espaço para os ótimos coadjuvantes e fazendo a melhor crítica sobre a sociedade atual. Temas pesados tratados com muita ironia, tudo isso em forma de desenho animado com animais falantes. Genial, né?!

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Ótima também foi a segunda temporada de American Vandal. A série continuou fazendo paródia dos documentários criminais que povoam a Netflix e fez, de novo, o melhor retrato do adolescente americano, tratando, com muito bom humor, dos dramas e bobagens dessa geração.

Os outros serviços de streaming não ficaram para trás e lançaram muita coisa boa esse ano. A Amazon Prime foi destaque. Primeiro, com Homecoming, mais conhecida como a série da Julia Roberts. Baseado em um podcast, a série tem o apuro visual do criador de Mr. Robot, uma trama que te prende até o fim e uma das cenas mais legais do ano. Além, é claro, das atuações competentes da Julia Roberts e da Sissy Spacek. A história é sobre uma assistente social que ajuda soldados recém-chegados da guerra a se readaptarem à vida comum. Só que a série viaja no tempo e mostra a mesma funcionária sendo garçonete em uma espelunca, tendo que lidar com um agente do governo que quer saber que fim levou a empresa em que ela trabalhava. Só que ela não sabe de nada. Tchanan!!!

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A segunda temporada de The Marvelous Mrs. Maisel continua a trajetória de primor da primeira temporada. A série continua ágil nos diálogos, com personagens ótimos e uma das melhores direções do ano. Os episódios em Catskills são das melhores coisas da produção audiovisual do ano. Acabou de estrear.

A CBS ainda tenta vingar seu serviço de streaming, mas só conseguiu destaque porque lançou a ótima segunda temporada de The Good Fight. A série derivada de The Good Wife trouxe esse ano uma crítica ainda mais ferrenha ao governo Trump e a esse caótico mundo polarizado em que vivemos. Superou a temporada anterior e é uma delícia de ver.

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Better Call Saul chegou a sua quarta temporada ainda melhor. Finalmente, chegamos à criação da persona de Saul Goodman e tudo de moralmente decrépito que o personagem tem. Mas a melhor coisa da temporada foi, sem dúvida, a relação do Jimmy com a Kim e o destaque da atuação dos dois atores. Que série legal, amigos! Além de tudo, a edição impecável está lá e a história cada vez mais se aproximando dos acontecimentos de Breaking Bad, série de que é derivada.

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Ryan Murphy cometeu duas séries esse ano. (…) Não, maldade minha. As série foram destaque e muita gente gostou muito. Eu ainda acho que é muita pompa pra pouca coisa. Teve a segunda temporada do sucesso American Crime Story. Depois, da excepcional reconstrução do julgamento de OJ Simpson há dois anos, dessa vez, ele disseca a história do assassino de Giani Versace. Vejam bem, a série não é ruim, tem atuações competentes, mas ficou faltando alguma coisa e The Assassination of Giani Versace: American Crime Story acabou dividindo opiniões e deixando muita gente irritada porque queria saber mais sobre o assassinato e não sobre o assassino em si. A outra série dele que teve destaque esse ano foi Pose. Comecei a ver e achei muito bem feita mesmo, mas não sou capaz de opinar ainda.

A TV aberta continua capengando nos EUA. Só três séries são dignas de destaque. A primeira é The Good Place que chegou na sua terceira temporada esse ano. Vamos combinar que a série já foi melhor, mas continua sendo um programão. O último episódio do ano foi ótimo e tirou um pouco a má impressão de que a série já tá caminhando para lugar nenhum. No entanto, encerrou a segunda temporada com chave de ouro e merece ainda a atenção de todos nós. Outra comédia que eu adoro e que quase acabou em 2018 foi Brooklyn Nine-Nine. A NBC salvou na última hora e, ainda bem, teremos mais uma temporada em 2019. São poucas as comédias americanas que ainda fazem a gente rir de gargalhar e essa é uma delas. O elenco é afiadíssimo e as sequências de abertura dos episódios são pequenas obras primas da comédia. Outra série que ainda me faz gargalhar é a animação Bob’s Burgers que chegou esse ano a sua nona temporada na sua melhor forma.

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Então é isso, tchau 2018 e vamos pegar fôlego para 2019. Ano que vem tem o final de Game of Thrones para dominar as conversas sobre TV durante uns meses aí. Mas tem muita coisa boa vindo e espero do fundo do meu coração que seja um ano empolgante para nós fãs de séries.

AS 10 MELHORES SÉRIES DE 2018:

10- BARRY (HBO)

9- THE MARVELOUS MRS. MAISEL (Amazon Prime)

8- A AMIGA GENIAL (HBO)

7- THE GOOD FIGHT (CBS All Access e Amazon Prime Brasil)

6- BETTER CALL SAUL (AMC e Netflix Brasil)

5- BOJACK HORSEMAN (Netflix)

4- THE DEUCE (HBO)

3- KILLING EVE (BBC America e GloboPlay Brasil)

2- ATLANTA (FX e Fox Premium Brasil)

1- THE AMERICANS (FX e Fox Premium Brasil)

O final de The Americans

Durante seis temporada, The Americans foi minha obsessão. Doutrinei pessoas, escrevi sobre ela, tentei divulgar ao máximo essa que, pra mim, é a melhor série da década de 2010. A saga de dois espiões russos (os excelentes Matthew Rhys e Keri Russell, alô Emmy!) que se mudam para os Estados Unidos disfarçados de um típico casal americano médio, formam uma família (de verdade, porém parte do disfarce) e se envolvem em várias missões para defender a ideologia da pátria-mãe russa com direito a muita morte e corações partidos no meio do caminho, chegou ao fim na última semana sendo, como sempre, arrebatadora.

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A PARTIR DAQUI, SPOILERS VÁRIOS SOBRE O ÚLTIMO EPISÓDIO DA SÉRIE

A expectativa era tão grande em torno desse último episódio que rolava até aposta pra saber quem ia morrer, quem ia ser preso, quem ia se revelar mais um espião russo… e, no final, a série se despediu do jeito que ela sempre foi, melancólica, triste e sem estardalhaço. Mas também foi de partir nosso coração. Só de pensar naquela cena final dos dois na Rússia, depois de tantos anos, sem saber o que o futuro reservaria para eles e, principalmente, sem levar nada da vida americana que tiveram nas últimas décadas, ainda me emociono.

Algumas cenas de destaque:

Já no começo com a decisão de abandonar o Henry, o filho mais novo, o que não sabia de nada mesmo. Foi um episódio em que eu deixei de respirar várias vezes e essa foi a primeira. A dor dos dois ao perceber que não poderão levar parte importante da vida que criaram durante esses anos todos e a racionalização do amor que sentiam pelo filho que, provavelmente, nunca mais verão.

É inegável que a cena da garagem, em que, finalmente, Stan, o vizinho camarada agente do FBI, enganado durante anos pelo casal bacana que mora ao lado, confronta os Jennings já desmascarados foi a melhor coisa do episódio. Matthew Rhys brilhou tanto nessa cena que não tem como não dar a ele o prêmio de melhor ator de qualquer coisa de 2018. Era a cena que esperávamos ver a série toda e ela veio com a força que merecia. Sem tiro, sem bomba, sem sangue… Philip e Stan discutindo a relação… Stan deixando a família fugir… Philip deixando uma pulga atrás da orelha do Stan… “Sua mulher talvez seja uma de nós”… Lindo! Mais uma vez retomando o meu fôlego.

A cena do trem. Paige, a filha mais velha, a que sabia e que estava treinando para ser uma deles, disfarçada, fugindo para um lugar que conhece pouco e, grande parte, só pelos livros, filmes e comidas preparadas pela Claudia, a chefe. Os guardas com os retratos falados olhando o passaporte de cada um. Mais uma vez, respiração em pausa. Paige abandonando o barco. Os dois olhando a menina na estação. Mais uma perda da vida americana. É o fim. Tudo isso ao som de With or Without You.

E o episódio seguiu assim… A gente acompanhando o fim da jornada dos dois. O início de um recomeço em um outro país. Um país que deixaram quando jovens e que voltam sem perspectiva, sem trazerem nada, tendo de recomeçar.

Muita gente reclamou que a série não encerrou as histórias e que merecia um filme para contar o que aconteceu depois. Mas se não acabasse assim, não seria The Americans. Foi ótimo terem deixado as coisas em aberto. Será que Renee é espiã? O que vai ser do Henry sem os pais, nos Estados Unidos? Será que Philip vai encontrar Martha e Sasha (lembram dele?) na Rússia? Como a Paige vai escapar do possível interrogatório do FBI? Será que o Stan vai superar o trauma de ter sido enganado tanto tempo? Tudo isso é importante, mas eu, particularmente, não preciso saber agora. Essas dúvidas e a discussão em torno delas e a gente tentando adivinhar o que aconteceu só fazem desse final um dos melhores que a TV já produziu e colocou a série no meu rol de melhores séries da vida.

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Terminei também The Looming Tower. A minissérie conta como o 11 de setembro poderia talvez ter sido evitado se não fosse a picuinha entre CIA e FBI na época em que a Al-Qaeda e Osama Bin Laden eram uma ameaça latente. Baseado em um livro vencedor do Pulitzer, a série tem o Jeff Daniels (The Newsroom) e o Tahar Rahim (do ótimo O Profeta) e um roteiro bem bacana que mistura cenas reais da época e constrói bem a tensão do final dos anos 90 em que a ameaça terrorista nos EUA começa a dar sinais de uma tragédia muito maior, culminando no atentado às torres gêmeas em Nova York em 2001. Vale a pena e tá todinha na Amazon Prime.

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Metade da última temporada de Unbreakable Kimmy Schmidt estreou e eu já vi os 6 episódios. Os três primeiros são ótimos (as piadas com as séries de TV e com os documentários da Netflix são excelentes), mas nos três últimos a série perde um pouco o pique. Mesmo assim, adoro todos os personagens e vou sentir falta de todos eles quando a série acabar no início do ano que vem (uma série só do Titus, nunca te pedi nada, Netflix).

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Legion continua boa, confusa e linda de morrer com toda sua psicodelia renovada para uma terceira temporada. Eba!!

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A vida não foi fácil nesse primeiro semestre. Prometo me dedicar mais a este blog semi-falido.

Os 10 melhores episódios de Friends

Sim, leitor, vou falar de Friends, essa série que insiste em não morrer. Afinal, até hoje, se você perguntar qual é a série da vida de alguém, você corre o sério risco de tê-la como resposta. Mas, convenhamos, todos nós amamos essa série mesmo quando não queremos admitir isso. Afinal, é uma série que envelheceu em alguns temas, mas que ainda é aquela série que você coloca na Netflix no dia em que você tá meio estressado ou cansado demais e quer dar uma desligada da vida corrida.

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Por isso, resolvi escolher os meus (atenção ao “meus”) 10 episódios inesquecíveis dessa série tão querida. Cabe a você, leitor querido e educado, concordar, discordar e colocar a sua opinião nos comentários ou no Twitter.

1. THE ONE WITH THE EMBRYOS (T4E12)

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Aconteceu muita coisa na quarta temporada da série. Eles foram pra praia, Ross e Rachel voltaram e terminaram, Chandler morou um tempo numa caixa, Phoebe decidiu ser barriga de aluguel para o seu irmão, Ross conheceu e se casou em Londres com a Emily e Chandler e Mônica dormiram juntos. Mas a melhor coisa dessa temporada e de toda a série foi a disputa pelo apartamento. Em um episódio que deveria ser mais intenso emocionalmente com o implante dos embriões na Phoebe e a certeza de que ela estava, de fato, grávida de seu irmão, Monica, Rachel, Chandler e Joey roubaram a cena. Em um jogo de perguntas e respostas, os meninos tentam provar que sabem mais sobre as meninas do que elas sabem dele. As coisas esquentam e eles acabam disputando o apartamento da Monica que é maior e mais bonito. Um episódio que realçou a relação forte entre os amigos (a ponto de saberem coisas muito íntimas uns dos outros), mostrou características desconhecidas e engraçadas de alguns personagens e fez a gente entender de vez o espírito da série.

2. THE ONE WHERE EVERYBODY FINDS OUT (T5E14)

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Monica e Chandler são um casal e ninguém estava esperando por isso. O segredo do relacionamento foi perdendo força ao longo da quinta temporada. Primeiro, foi o Joey que descobriu, depois, Rachel. Mas é o episódio em que Phoebe e Ross descobrem que fez a gente assimilar e até mesmo curtir esse romance. E rir muito. Ross comprou o apartamento do Ugly Naked Guy em frente ao da Monica. Quando Phoebe vai conhecer o novo lar dele, ela acaba vendo a pegação do novo casal numa das cenas mais hilárias da personagem e da Rachel que tenta manter ainda o segredo pelo menos com o Ross. Depois, vem o desafio (sempre esses desafios entes eles)… Phoebe vai tentar seduzir o Chandler para entender em que nível está o relacionamento deles. Chandler descobre o plano, mas a Monica, óbvio, quer levar o desafio até o fim e o “jogo de sedução” entre eles é uma das sequências mais engraçadas de todas as temporadas da série. No final, a declaração de amor que ninguém estava esperando e a certeza de que o casal Monica e Chandler chegou pra ficar até o final da série.

3. THE ONE WHERE NO ONE’S READY (T3E2)

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A terceira temporada de Friends começou no auge do sucesso imenso que o elenco fazia na mídia americana. Eles estampavam praticamente todos os anúncios de qualquer tipo de produto na época, o cabelo da Rachel virou um ícone da moda, tudo rodava em torno dos 6 amigos e a NBC estava feliz da vida. E não era à toa. A partir da terceira temporada, a série fez os seus melhores episódios de toda a série. O segundo episódio desta temporada é daqueles inesquecíveis. Primeiro porque eram sempre bons os episódios em que os 6 estavam juntos em um só cenário. Ross tem que receber um prêmio e convida seus amigos para a cerimônia ‘black-tie’. Claro que várias confusões acontecem. Phoebe é a primeira a estar pronta, Chandler e Joey brigam pelo lugar na poltrona da Monica, Rachel demora uma vida pra escolher a roupa e Monica ainda está deprimida com o término do seu namoro com o Richard. Nisso, o Ross já tá quase surtado que vai se atrasar para o evento. Cenas clássicas como o homus no vestido da Phoebe, Joey usando todas as roupas do Chandler e Monica mudando a mensagem da secretária eletrônica do Richard marcaram a série até hoje.

4. THE ONE WITH THE FOOTBALL (T3E9)

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Mais um episódio em que os 6 estão juntos. Dessa vez, é Dia de Ação de Graças e os amigos resolvem jogar futebol americano. Mais do que mostrar a amizade entre os 6, o episódio é bem centrado na relação competitiva entre os irmãos Monica e Ross. A garota holandesa, a Rachel péssima jogadora, a dança da vitória do Chandler e o trófeu tosco que a Monica desenterra da adolescência deles fazem desse um dos episódio mais legais da série.

5. THE ONE WHERE ROSS GETS HIGH (T6E9)

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Só tenho uma coisa a dizer: a sobremesa da Rachel (biscoito champanhe, geleia, creme, framboesas, mais biscoito champanhe, carne com ervilhas e cebola, um pouco mais de creme, bananas e chantilly). Fora o Chandler tentando fazer os pais da Monica gostarem dele e os irmãos contando os segredos um do outro para os pais em estado de choque no sofá… Mais um episódio de Ação de Graças clássico da série (quase todos são bons, né?!).

6. THE ONE WITH THE BLACKOUT (T1 E7)

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Nova York fica sem luz. Enquanto Ross, Rachel, Monica, Joey e Phoebe estão no apartamento das meninas, o Chandler fica preso em um “banco 24 horas” com a Jill Goodacre (modelo da Victoria’s Secret). Ross ainda está tentando tomar coragem de se declarar para a Rachel e conta com a ajuda do Joey pra isso, mas um gato aparece no apartamento e todos vão em busca do seu dono. Eis que conhecemos Paolo, o vizinho cafona italiano com quem Rachel tem um caso e é o primeiro personagem odioso da série (afinal, nessa época, todos os olhos estavam no possível romance do Ross e da Rachel). Mais um episódio bacana com todos reunidos e em um único lugar. A gente não precisava de muito pra gostar dessa série, né?!

7. THE ONE WITH THE MORNING AFTER (T3 E16)

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Ross traiu a Rachel. A grande discussão se eles estavam ou não dando um tempo, nesse episódio, pouco importa. A série ganha um dos seus episódios mais dramáticos (e não por isso sem graça) com a discussão e consequente término do namoro mais famoso da TV americana. Mas é tudo tão bem feito e as atuações da Jennifer Aniston e do David Schwimmer são tão boas que eu sempre gostei de rever esse episódio. A parte mais cômica fica por conta dos outros amigos, presos no quarto da Monica ouvindo toda a DR do casal e comendo cera de depilação porque não querem interromper a briga pra pegarem comida. Engraçado e emocionante.

8. THE ONE WITH UNAGI (T6 E17)

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Ross sempre foi o escolhido como o pior personagem da série. De fato, tentaram fazer dele quase que o galã da série, o romântico, e isso foi o primeiro grande erro da série. Com o tempo, ele também assumiu o posto de muito nerd e meio metódico e acabou sendo vítima da gozação dos outros amigos. E aí, o personagem ficou mais interessante. Pelo menos, serviu de escada para as melhores piadas da série depois da quinta temporada (ele tocando teclado, tocando gaita de fole, clareando os dentes, fazendo bronzeamento artificial… Só de pensar nessas cenas, eu já tô rindo aqui). Nesse episódio, temos uma noção melhor dessa característica dele. Rachel e Phoebe resolvem fazer uma aula de defesa pessoal e o Ross, que fez karatê, resolve “ensinar” algumas coisas às meninas. Ele explica que a noção de estar sempre atento aos seus arredores e sempre esperar o perigo chama-se “unagi”, que também é um espécie de peixe utilizado na culinária japonesa. Pronto, a Rachel e a Phoebe pegam muito no pé dele em umas das cenas mais engraçadas de toda a série. Fora isso, Monica e Chandler combinam de fazer os seus próprios presentes de Dia dos Namorados e acabam se esquecendo disso. O desespero deles e os presentes que eles bolam de última hora (com direito a uma participação especial da “querida” Janice, ex-namorada do Chandler) são impagáveis.

9. THE ONE WITH THE BABY SHOWER (T8 E20)

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Monica e Phoebe resolvem fazer um chá de bebê para a Rachel. Só que elas se esquecem de convidar a mãe da Rachel que passa a festa toda pegando no pé da Monica por isso. Nisso tudo, a Rachel também surta com a maternidade chegando. Mas o melhor do episódio é o jogo Bamboozled. O Joey tem que fazer um teste para ser o apresentador desse game show e pede a ajuda dos meninos para treinar. Só que é um jogo ridículo com regras que não fazem o menor sentido. No final, os três estão viciadíssimos no jogo.

 

10. THE ONE IN VEGAS (PART 2) (T5 E24)

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Joey vai fazer um filme em Las Vegas, briga com o Chandler por ele não achar que essa é a grande oportunidade da carreira dele e Chandler, culpado, resolve ir à Vegas prestar todo o seu apoio ao amigo. Só que o filme, que tinha uma sinopse horrorosa, acaba mesmo sendo cancelado e o Joey começa a trabalhar no Caesar’s Palace como “soldado romano”. Nisso, todos resolvem ir também para Vegas. Monica e Chandler resolvem se casar por lá mesmo, mas encontram vários obstáculos incluindo a surpresa de um casamento bêbado entre o Ross e a Rachel. Joey acha seu irmão gêmeo idêntico de mão e Phoebe encarna, de novo, Regina Phalange, nome que ela vai utilizar mais durante a série quando quer se livrar de alguma encrenca ou fingir que não é ela. Excelente final da quinta temporada, marcando também o fim da tríplice coroa de melhores temporadas da série.

5 motivos para ver The Good Place

Foi mal, pessoal! Janeiro acabou e, com ele, as férias. Daí emendou o carnaval e, enfim, depois da quarta-feira de cinzas, este blog, que mal começou e já frustrou muita gente (ninguém), finalmente resolveu dar o ar de sua graça.

Hoje, eu só saio daqui até convencer você a ver The Good Place, a melhor série de 2017, que estreou em 2016 e que continuou ótima em 2018. Por isso, aqui vão 5 motivos para você tomar juízo e começar.

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Motivo 1:

Tá na Netflix. Em épocas de preguiça tecnológica quando o assunto é série, este motivo pode levar 99% da população a ver alguma obra audiovisual. Além disso, se você começar a ver a série agora, quando a terceira temporada estrear, você pode acompanhá-la um dia depois dos EUA. E na Netflix. Quer mais moleza que isso?

Motivo 2:

Kristen Bell (aka Veronica Mars). Na série, ela é a Eleanor, uma moça chata pra caçamba que morre e vai pro céu em vez de ir pro inferno, onde é o seu lugar. Isso gera uma série de confusões.

Motivo 3:

Ted Danson, que está incrível!

Motivo 4:

A série começa ótima, mas daí você pensa: “Nossa, como vão manter isso durante uma temporada?”, mas os roteiristas são demais e conseguem não só manter o nível, mas mudar totalmente o rumo da história e daí começa a segunda temporada e você pensa: “Agora, não tem mais como. A série vai desandar…”, mas os roteiristas (já falei que eles são demais, né?!) vão lá e mudam a história de novo mantendo o nível ótimo e a série termina a segunda temporada tão boa como no começo da primeira e você: “Uau!”.

Motivo 5

A produção da série é caprichada e tem uns efeitos especiais meio cartunescos que dão todo um charme à série. Fora que os atores coadjuvantes também são ótimos (ok, esse foi um sexto motivo).

Convenci? Então, vai ver…

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Comecei a ver La Casa de Papel, a nova série sensação da Netflix. Vi 6 episódios. Tem muita coisa ridícula, uma personagem muito ruim, mas a série é bem divertida e viciante. Quando eu acabar, conto o que achei.

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Tô maneirando na minha maratona de Twin Peaks. É que essa última temporada é boa demais para acabar assim tão rápida. Fora que sabe-se lá se algum dia eu terei uma série do David Lynch de novo na minha vida.

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This Is Us continua me fazendo chorar. É ridículo, mas eu choro em todos os episódios. TO-DOS!

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Contagem regressiva para a última temporada de The Americans e me despeço com essa imagem forte a seguir. Até mais!

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Rolezinho das séries (janeiro 2018)

Ah, férias! Momento de descansar, arrumar a bagunça do ano anterior, ler mais livros, ficar em dia com os filmes do Oscar e… ver mais de 5 horas de TV diariamente. Janeiro foi o mês para tirar o atraso dos tumultos do final do ano e colocar as séries em dia. Tinha muita coisa atrasada (é muita coisa no ar, né?!). Vamos aos destaques:

DARK (Netflix)

Séries com viagens no tempo quase nunca dão certo. Filmes, alguns. Mas essa série alemã (cara, é muito bom ouvir outro idioma que não seja o inglês de vez em quando na TV) fez tudo direitinho. Longe de ser uma obra-prima, a série é divertida, intrigante e tem bons personagens. E o mais importante é que consegue manter o pique até o último episódio. Só a última cena que me deu desespero para a próxima temporada que tem tudo pra ser ruim (ou não). Uma série de desaparecimentos em uma cidade da Alemanha e as relações conturbadas entre os persongens principais dão à liga para uma história que soa de terror, mas é uma ficção científica bem feita.

THE SINNER (Netflix)

Sempre gostei muito de séries procedurais (argh! Ainda não achei uma palavra melhor que essa) tipo CSI e Law & Order. O caso da semana, as investigações, as reviravoltas… Era muito bom ter isso toda semana. Mas aí veio a “Peak TV” e essas séries acabaram perdendo espaço para coisas mais sofisticadas (ficamos metidos, essa é a verdade). Eis que chega The Sinner que, pra mim, é um grande episódio de uma boa série policial. A série fez sucesso nos EUA e deu indicação pra Jessica Biel (exagerada) ao Globo de Ouro. Aqui no Brasil foi distribuída pela Netflix, o que garante audiência onde possivelmente passaria despercebida. Uma mulher (Biel), do nada, mata um cara na frente de um monte de gente e não faz ideia porque cometeu o crime. Só um policial (Bill Pullman) acha que tem caroço nesse angu. Oito episódios, rapidinho.

PARKS AND RECREATION (Amazon Prime)

Sim, uma das melhores comédias já feitas na história da TV chegou aos streamings brasileiros. Leslie Knope, Ron Swanson e a população peculiar de Pawnee e do departamento de parques e recreação da cidade estão disponíveis na Amazon Prime. Coloquei na lista porque estou fazendo uma revisão necessária da série. Foram 7 temporadas com muita coisa acontecendo e personagens que aparecem e desaparecem, mas que deixam sua marca. A série colocou a excelente Amy Poehler no patamar das melhores atrizes cômicas da TV americana e revelou ao mundo os talentos de Aziz Ansari, que mais tarde fez a ótima Master of None da Netflix, e do novo maior astro de Hollywood, Chris Pratt. Quem for começar a ver, só um aviso: a primeira temporada (curtinha) é bem ruim e tenta recriar o sucesso de The Office, mas a partir da segunda temporada, a série ganha personalidade própria e acha seu tom. Imperdível pra quem não viu.

THIS IS US (NBC)

A segunda temporada de This Is Us, a série mais “novelinha” no ar, tá melhor que a primeira. Tudo bem que o golpe é baixo. A série é milimetricamente feita pra emocionar o público. Mas não acho que isso seja um demérito aqui. A saga da família Pearson, assim como a vida de todos nós, caminha cheia de surpresas e reviravoltas. Só que quando o texto não é constrangedor e as atuações são bacanas, tudo fica melhor e a gente nem liga de estar sendo tão manipulado emocionalmente. Pois é, o estoque de lenços precisa ser renovado semanalmente com essa série. A PARTIR DESSE PONTO, SPOILERS. Essa temporada já teve de tudo: dependência química, aborto espontâneo, sessão de terapia familiar… Só não teve ainda a revelação de como foi a morte do Jack (Milo Ventimiglia), ainda o maior mistério da série. Os flashbacks da infância e da adolescência dos trigêmeos estão mais frequentes e nos fazem entender as decisões ruins e a personalidade torta dos irmãos Pearson. A primeira temporada está no Amazon Prime e a série é exibida aqui no Brasil no Fox Life.

THE ASSASSINATION OF GIANNI VERSACE: AMERICAN CRIME STORY (FX)

Essa acabou de estrear. Depois da excelente série anterior The People vs O.J. Simpson, Ryan Murphy agora vai a Miami para contar a história do assassinato do estilista Gianni Versace. O primeiro episódio é bem bom e já mostra que o tom da série vai ser bem diferente da anterior. O que faz sentido quando se trata de uma antologia. Ainda não dá pra saber muito, mas eu preciso destacar que o Darren Criss tá muito bem no piloto como o assassino Andrew Cunanan. Penélope Cruz faz a Donatella e o Ricky Martin, o namorado do estilista. Vamos ver no que vai dar.

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Fora isso, The Good Place continua ótima e tomando outros rumos. Twin Peaks é a minha nova melhor série no ar (que foi ao ar ano passado, eu sei, não preciso do seu julgamento). Terminei a série antiga e cheguei na metade da nova temporada. David Lynch é gênio (dane-se a hipérbole) e prometo um post só sobre isso quando eu acabar. No mais, muita série volta da folga de fim de ano agora em fevereiro e 2018 promete tanta coisa boa que lá vai a gente ficar desesperado sem tempo de ver tudo. Por que as férias acabam, né?!

 

 

 

Novo ano, casa nova

É isso! Resolvi expandir os domínios do @tvwatch comunicação limitada. A partir de agora, meu posts serão aqui no Perdi meu controle remoto. O plano é postar coisas, no mínimo, semanalmente. Mas sem pressão! A vida, às vezes, não é tão fácil como parece. Se tiver alguma dica de assunto ou quer reclamar do nome do blog, fala comigo. Eu sou legal! Juro. Estou no Twitter no @tvwatch e aqui no blog agora. Feliz 2018!